quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Pierre Henry, Stockhausen, e o que mais?

Conhecimento e experiência e idade, três variáveis que não necessariamente seguem correlacionadas.
Quando se trata de artes, e música aí está incluída, esta variáveis são realmente independentes.

Se eu achava que sampler, beats e loops eram exclusividades de techno-lovers e jovens ousados experimentando os limites da música, logo me desconcerto ao conhecer o Herzé do Tom Zé, inventado décadas antes do primeiro equivalente digital chegar ao Brasil.

Se eu achava que os praticantes das eletronicidades eram "de 70 pra cá", me enganei ao conhecer Stockhausen, Pierre Henry e outros pensadores e pesquisadores musicais.

Pierre, por exemplo, é de 1927 :O Podia ser meu avô, não fosse a clara preferência do pai da minha mãe por óperas italianas, pela cantora Perla e por outra obras clássicas. Já Henry, foi inventar de participar de um movimento de música concreta. Meio Haroldo de Campos demais? Bom, Não só ele, Karlheinz Stockhausen também, que nasceu 1 ano depois, 1928.

Bom, por que remexo estes baús?
Simples, como simples deve ser: Não são baús, são fontes inesgotáveis, compositores ativíssimos ainda hoje em dia e formam e vão continuar a formar a semente da Eletroacústica entre muitos compositores ao redor do mundo. Pesquisem e verão quantos são os influenciados por esta dupla dinâmica.







Pra conferir isto ao vivo, vou ao 42o Festival Música Nova. Aguardem atualizações.

Abraços coletivos.

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